segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Uma voz desconhecida

. segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Michele gostava muito de ficar fora de casa observando o maravilhoso mundo de Jesus. Quase sempre chorava bastante quando mamãe dizia que já estava na hora de entrar. Havia tantas coisas lindas e interessantes para ver lá fora!

Algumas vezes papai e a mamãe levavam Michele para um passeio, saíam pelo quintal e passavam para o outro lado da cerca. Depois tomavam um caminho que cruzava a linha dos trens. Como era divertido equilibrar-se sobre os trilhos, cair fora e depois pular em cima outra vez. “Hi, hi, hi”, ria Michele se deliciando, quando o papai e a mamãe a balançavam entre eles sobre os trilhos dos trens.

Ao lado dos trilhos cresciam lindas flores, e elas pareciam dizer: “Me apanhe! Me apanhe!”!

A parte mais excitante do passeio ficava bem perto, um pouquinho mais na frente. O primeiro sinal era o som de água correndo, caindo cada vez mais rápido. Normalmente, Michele primeiro espiava a ponte e depois corria lá para frente.

- Espere por nós, filhinha – diziam a mamãe e o papai. – É muito perigoso atravessar a ponte sozinha. – Mas, Michele desobedecia e corria na frente, e o papai tinha que correr atrás dela. Eles ficavam sem fôlego e riam quando a mamãe conseguia alcançá-los; e juntos, de mãos dadas eles atravessavam a ponte.

Não é fácil atravessar uma ponte de estrada de ferro quando se tem somente três anos de idade. Os dormentes parecem estar muito separados, e um pequeno pezinho, como o de Michele, poderia pisar justo no espaço que fica entre eles. “Ui, ui”! Dizia Michele, segurando bem forte a mão da mamãe. “Uau”! Ela exclamava, observando, entre cada espaço, a água correr lá embaixo.

Quando estavam em cima da ponte o melhor de tudo era ficar parado segurando na cerca. Que vista maravilhosa da cachoeira! Que quantidade de pedras grandes com uma espuma branquinha caindo ao redor, e cobrindo todas elas.

Com a mamãe e o papai segurando bem forte, Michele jogava flores lá de cima, de um lado da ponte sobre a água, e depois corriam para o outro lado para ver as flores coloridas caindo lá embaixo. “Tchal, tchal”! Dizia Michele, abanando a mão, enquanto observava as flores deslizando em cima da água.

A mamãe sempre ficava aliviada quando eles estavam fora da ponte e em segurança. A madeira dos trilhos estava ficando velha. Mas eles sempre faziam seus passeios depois que o último trem do dia já havia passado.

Numa manhã bonita de sol, a mamãe estava superocupada. Ela fechou bem forte o portão do quintal e deixou Michele brincando na caixa de areia.

- Brinque bastante agora, filhinha, e não saia do quintal – disse a mamãe.

- Está bem – respondeu Michele e pegou sua pazinha vermelha para brincar.

A mamãe entrou depressa em casa, colocou a roupa na máquina para lavar, e começou a lavar a louça. Alegremente ela cantarolava, mas seus ouvidos estavam prestando atenção nos barulhos do quintal.

“É estranho”, pensou a mamãe, “já passou da hora do trem da manhã, e eu não ouvi o seu apito. Que terá acontecido”!

De repente a mamãe se virou, como se alguém tivesse falado com ela. Não, não havia ninguém ali; mas ela tinha escutado muito bem uma voz dizer: “Vá procurar Michele”.

A mamãe voltou para a pia e continuou lidando com a louça, mas a voz estava bem mais forte: “VÁ PROCURAR MICHELE”! Ela ainda não via ninguém ali dentro, mas desta vez a mamãe jogou longe o pano de secar pratos e correu para a porta, desceu a escada, e foi para o quintal.

- Oh, não! – ela disse nervosa, e imediatamente viu o portão aberto. Que direção tomar?

Um caminho levava para uma rua principal muito perigosa, o outro caminho levava para a estrada do trem. E lá na frente, neste caminho ela viu a pazinha vermelha de Michele jogada sobre a grama. Os pés da mamãe quase não tocava no chão, parecia que ela estava voando em direção a estrada de ferro. Ela levantou Michele em seus braços justamente um pouquinho antes que ela começasse a atravessar a ponte.

- Flores bonitas, mamãe! – chorava Michele, enquanto a mamãe a levava em segurança de volta para casa. Logo que chegaram no quintal, ouviram o apito do trem.

Por que o papai e a mamãe não queriam que Michele atravessasse a ponte sozinha? Michele sempre obedecia a seus pais? Como vocês sabem? Por que a mamãe queria que Michele brincasse no quintal e não fosse para fora? E Michele, obedeceu a sua mamãe? Por quê? Quem, você acha, avisou a mamãe para ir procurar Michele? Apesar de Michele ter desobedecido, quais eram os sentimentos da mamãe? Você acha que foi isto que Deus sentiu quando Adão e Eva pecaram? O que Deus fez para Adão e Eva?

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