segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Perdidos

. segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

A senhora Barbosa estava muito admirada. ...

Mais alguns longos minutos se passaram e então Lauro falou:

- Não estamos adiantando caminho, mamãe. Estamos perdidos. Aqui está o velho tronco de novo. Com esta são três vezes que passamos por aqui. Estamos fazendo círculos. Eu não quis dizer isso antes porque não queria atemorizá-la. Mas creio que precisamos parar.

- Eu sabia que estávamos perdidos, disse Janete. Notei que havíamos passado por aqui, por este velho tronco, já duas vezes. Que caminho tomará agora?

- Sim, eu estava certa de que estávamos perdidos, mas julgava que pudéssemos atravessar este capão se continuássemos, retrucou a Sra. Barbosa. Estou muito preocupada!

- Mamãe, aventurou Lauro, com expressões de esperança. A senhora se recorda da história que nos contou na semana passada, do missionário que estava perdido e orou a Deus pedindo que o ajudasse a encontrar o caminho? A senhora contou que ele assim que acabou de orar começou a andar e encontrou o caminho. Deus o ajudou.

Vamos orar nós também?

E assim os três se ajoelharam e cada um fez uma curta oração, pedindo a Deus que os ajudasse a achar o caminho.

Acabaram de orar e já era escuro. Lauro segurou a mão da mãe e a da irmãzinha e começaram a andar, por entre os arbustos e macegas daquele capão escuro.

Não haviam andado muito quando Lauro exclamou, cheio de satisfação:

- Olhem lá uma luz!

- Mas não é nenhuma casa, respondeu a mãe, pois não há moradores aqui por perto. Deve ser alguém, andando. Vamos ver se o alcançamos.

- A lanterna está balançando e não sai do lugar. Vamos ligeiro até ela, disse Lauro.

Quando chegaram bem perto da luz puderam observar que se tratava de três homens que estavam de passagem. Haviam parado ao ouvir vozes.

- Podem dizer-nos onde estamos? Perguntou a Sra. Barbosa.

Os homens explicaram onde se encontravam e ofereceram-se para guiá-los até a estrada. Quando chegaram ao caminho reconheceram-no e rumaram para casa. Andaram um pouco mais no escuro e logo avistaram a luz de casa.

- Espero que vovô tenha deixado alguma comida quente para nós, disse Janete, que sentia bastante fome, agora que passara todo o temor.

- É mesmo, pois estou até fraco de fome, respondeu Lauro.

- Para mim, o melhor é poder ver nossa casinha já bem perto, falou a Sra. Barbosa.

- Estivemos perdidos, vovô, disse Janete assim que entrou em casa.

- Eu estava mesmo imaginando, respondeu o avô. E continuou: vocês devem ter ficado até muito tarde na roça!

- É verdade, concordou a Sra. Barbosa.

- Mas, vovô, nós oramos e Deus nos ajudou a achar caminho. Não foi bom termos orado? Perguntou Janete.

- Orar é sempre uma boa coisa, queridinha. Deus sempre nos mostra o caminho de casa. E não somente o caminho desta casa, mas o caminho do lar celestial, respondeu o avô, em tom amorável de voz grave, ao mesmo tempo em que punha sobre a mesa o alimento quentinho e cheiroso.

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