segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O melhor caminho

. segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Joel, Maria Assunção e sua irmãzinha brincavam no quintal quando Breno, João e o pequenino Guilí Almeida passaram pela alta cerca que separava os quintais, para brincar com eles.

Durante horas seguidas as crianças se divertiram jogando bola e peteca, ou balançando-se no grande balanço de cordas, e escorregando no plano inclinado que o pai de Joel para eles fizera. Repentinamente, porém, todos pareceram perder por completo o interesse no que estavam fazendo.

- Já sei porque, disse Joel, todos nós estamos com fome.

- Decerto que estamos, disse Maria; e embora mamãe tenha visitas esta tarde, correrei para casa a fim de ver alguma coisa para comer.

- Querida, disse-lhe a mãe, quando Maria lhe contou a que viera, fiz, esta tarde, sanduíches tanto para as visitas, como para os de casa.Você encontrará uma boa porção deles no guarda-comida. Mas tenha cuidado, não os leve para o quintal no prato de porcelana.

Maria prometeu-lhe mudá-los de prato, e apressou-se em sair. Mas ao olhar para dentro do guarda-comida e ver os sanduíches bem arrumadinhos no lindo prato azul e cor-de-rosa, achou desnecessária a advertência da mãe.

- Estão tão bem neste prato! Resmungou ela. Carregá-lo-ei com todo o cuidado, e farei de conta que me esqueci de trocá-lo.

Então, levantando cuidadosamente o prato, volveu pelo mesmo caminho, rumo do quintal.

Que momentos agradáveis se seguiram à sua chegada! Tanto os de casa como os de fora, amontoaram-se ao redor do grande prato, e comeram até que o último farelo lhes havia descido pela goela.

- Bem, disse Maria, nada mais resta agora senão levar novamente o prato para a cozinha e reiniciar a brincadeira; e dispôs-se a voltar. Mas, oh, infelicidade! Mal havia dado uma passada e deu uma topada e lá se foi o prato contra uma pedra, fazendo-se em pedaços.

Por alguns momentos as crianças ficaram a olhar umas para as outras, depois Joel fez sinal de silêncio. – Nós podemos pôr a culpa na pequenina, Maria, disse ele baixinho, pois ela não sabe falar.

Esse seria um meio de sair da enrascada – pôr a culpa em Bessi; mas seria isso direito?

Novamente se agruparam as crianças. De repente Maria sorriu e levantou a mão direita.

- Não, Joel, disse ela calmamente, não é direito fazer uma coisa e depois pôr a culpa em outra pessoa; direi a verdade à mamãe e sofrerei o castigo.

Todos ficaram silenciosos por um minuto; depois João aproximou-se de Maria dizendo-lhe meigamente: - Não seria bom fazer sua mãe pensar que foi a pequerrucha quem quebrou o prato, mas seria muito mais fácil se todos nós a acompanhássemos quando você fosse falar com sua mãe.

Certamente, pareceu mais fácil a Maria contar à mãe o ocorrido tendo ao lado os amiguinhos, do que fazê-lo sozinha.

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