segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Fidelidade recompensada

. segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Nos distantes dias de minha infância, sempre me parecia que o sábado era um impedimento para se ter êxito na vida e empreender uma obra de valor. Meus companheiros ambicionavam posições de destaque em que ganhassem muito dinheiro. A mim não me parecia que essas aspirações se adaptassem ao programa de um menino adventista do sétimo dia.

Quarenta anos mais tarde, quando visitei a velha cidadezinha onde eu nascera, e comecei a indagar acerca daqueles meus antigos companheiros, ninguém me soube dar informações. Quando, naquele dia, visitei o cemitério, notei que a maioria deles se achava debaixo da terra. Um daqueles amigos da infância construíra na cidade um lindo palacete. Agora, fazia pouco fora sepultado – morrera bêbado! Quando deixei o cemitério, não pude conter as lágrimas. Deus me estava a dizer, muito claramente: “Meu filho, coloquei a cerca dos Meus Dez Mandamentos em torno de você, nos dias de sua infância, para que tivesse uma vida mais abundante”.

Existem também muitas histórias acerca de como a obediência à lei de Deus trouxe bom êxito. Todos vocês, meus pequenos leitores, sabem o que a Bíblia diz acerca de Daniel e seus companheiros, e acerca de José, de Ester, Rute e muitos outros. Mas há também muitas histórias acerca de meninos e meninas dos nossos dias, a quem Deus honrou assinaladamente porque guardavam a Sua lei.

Uma das melhores histórias que conheço fala de um rapaz que trabalhava numa fábrica de alimentos enlatados. Quando o menino apresentou o seu pedido para o dispensarem do trabalho aos sábados, disseram-lhe, em poucas palavras, que a companhia não tinha lugar para alguém que não trabalhasse aos sábados, ou em outro qualquer dia em que a companhia precisasse de seus serviços. Devia comparecer no escritório na sexta-feira para receber a conta, e o seu caso estaria encerrado.

Mas aconteceu que, antes que chegasse o sábado, o Senhor enviou uma chuva. Foi uma dessas chuvas pesadas, que vem inesperadamente e mesmo fora de tempo. Deus mandou essa chuva para ajudar um de Seus filhos que estava resolvido a honrar o Seu sábado.

Certa ocasião essa companhia de conservas tinha cerca de vinte mil latas de frutas em conserva, todas rotuladas e prontas para o despacho. Mas estavam fora, ao ar livre, e poderia vir chuva para estragá-las. Nosso menino, observador do sábado, estava quase certo de que iria chover. E sabia que aquelas latas não podiam apanhar umidade. Nem era de sua responsabilidade Dar-lhes qualquer atenção. Tinha já terminado o trabalho do dia, e o cuidado das latas não lhe cabia. Entretanto, arrumou mais algumas pessoas e com elas pôs todas aquelas latas debaixo de coberta. Apenas terminaram o trabalho, quando desabou pesado aguaceiro.

O gerente da companhia estava de volta de uma cidade distante, e enquanto se dirigia para casa, pensava: “Todas aquelas latas se molharam. Tem de ser muito bem enxutas, para não enferrujarem; todos os rótulos tem de ser tirados, e colocados outros. Isto significa alguns milhares de cruzeiros de despesas extraordinárias, em trabalho e material...”.

Como ele ficou contente quando viu todas aquelas latas abrigadas da chuva! Naturalmente, foi logo perguntando:

- Quem fez isso?

- Aquele menino adventista foi à resposta.

E o menino adventista, depois disso, teve liberdade para guardar todos os sábados que quisesse. E é claro que queria guardar todos.

Nenhum menino ou jovem adventista ficará num beco sem saída, por causa do sábado. Ainda que às vezes seja provado por algum tempo, Deus lhe providenciará um livramento glorioso!

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